O Núcleo de Empresas de Confecção da AmpeBr realizou na última terça-feira (18) uma palestra sobre o tema "Bloco K e o impacto das mudanças no seu bolso", ministrada pelo especialista Marcos Adriano da Silva. Em linhas gerais, o Bloco K é o controle digital do Livro de Registro de Controle da Produção e do Estoque das empresas e passa a ser obrigatório a partir de 2016.
O objetivo da palestra foi esclarecer dúvidas e apresentar mais informações e orientações sobre esse processo. “O objetivo foi desmistificar as informações de que tudo o que está relacionado a esse assunto é difícil, fazendo com o que os empresários, contadores e envolvidos na área tenham noção do que é preciso para que não tenham nenhuma surpresa desagradável em janeiro de 2016", explicou Silva.
Orientações
De acordo com o palestrante, o intuído do Bloco K é mensurar o controle de estoque, essencial nas atividades das empresas, em especial a partir do próximo ano, quando o Fisco passará a acompanhar essas operações um pouco mais de perto. “O Bloco K traz um grande desafio para as empresas, que é o controle de estoque. E esse desafio é maior para que elas consigam alimentar seus softwares, para que poder gerar as informações necessárias a serem transmitidas ao Fisco”, completou durante o evento.
No processo do Bloco K, após as informações serem processadas, validadas e conferidas, elas são enviadas para a base de dados da Receita Federal e compartilhadas com os fiscos estaduais e municipais. Havendo necessidade, as informações são armazenadas para conferência e controle de arrecadação.
Outro ponto destacado por Silva ao longo do encontro foi sobre a necessidade de profissionalização e capacitação das pessoas que serão responsáveis pelo repasse de informações, já que muitas vezes, por serem micro e pequenas empresas, as atividades se concentram em uma ou duas pessoas.
Silva também reforçou que nesse primeiro momento nem todas as empresas estão obrigadas a enviar esse tipo de informação referente ao Bloco K, mas é necessário ficar atento. “Nessa primeira etapa o projeto alcança das empresas do lucro real e do lucro presumido. Mas é importante que todos saibam e tenham noção desse projeto do Sistema Público de Escrituração Fiscal (Sped), já que em pouco tempo essa necessidade também deverá chegar às empresas do Simples Nacional”, completou.